terça-feira, 18 de março de 2008

nota

Estourou uma bomba na Times Square, um prédio desabou em Midtown, e ainda só se fala na hooker do agora ex-governador Spitzer...

bk fashion week{end}




Esse fim de semana tem a quinta edição da Brooklyn Fashion Week{end} -Brooklyn Underground Fashion Rocks, pros designers que ainda não conseguem bancar uma dessas weeks famosas. Só pra convidados né bem, mas aqui você confere a programação do finde cool em Williamsburg!

strand


A vida “em layers” cansa. Entre pagar a conta no restaurante e sair na rua lá se vão alguns minutos. Tem o primeiro casaco, o segundo casaco, o cachecol, as luvas, o gorro, se e dia o óculos, em alguns casos e casas o sapato e (ufa!) a bolsa. Esse último item estava sendo estranhamente esquecido por onde eu passava. Só na última semana foram duas as vezes que me peguei procurando alguma coisa no ar. Da primeira vez tinha esquecido no trabalho, e só fui perceber no outro dia e tive uns minutos de pânico por pensar que tinha largado a bolsa no táxi, mas no fim deu tudo certo. E a segunda foi na Strand, que é o motivo desse post.

Tudo aqui é tamanho família. Você não consegue comprar uma embalagem com menos de 500 cotonetes por exemplo, e o saco pequeno de M&M’s é diabetes instantânea! A livraria Strand não foge à regra e é gigantesca, como o slogan diz: 18 miles of books. É pra passar hooooras e sair com a sacola cheia, e se quiser uma sacola personalizada, lá tem também. Você vê bolsinhas da Strand por onde anda em NY. A mega bookstore é muito foda e me faz perder horas do dia pelos corredores de livros usados e novos. Os preços são ótimos, ao contrário do excesso de bagagem que vamos ter que pagar por conta das aquisições literárias! Esses dias vi um ratinho em busca de cultura no andar de baixo, mas se tratando de Nova Iorque, ratos não são novidade.

A Strand é parada obrigatória, pra ir de mochila pra não cansar os braços com as compras e lembrar de pegá-la na saída, ao contrário de mim, que entrei no trem tirando uma alça imaginária das costas e com as mãos doendo de carregar a sacola. Por sorte a livraria ainda estava aberta e a minha mochila guardadinha. Já eu tive que esperar 18 minutos ateé poder passar o meu cartão do metrô outra vez. Nada que uma folheadinha nos novos bens adquiridos não resolvesse!

São três endereços, mas esse é o mais legal: 828 Broadway (at 12th St.)

segunda-feira, 10 de março de 2008

um pouco de foer

"We need much bigger pockets, I thought as I lay in bed, counting off the seven minutes that it takes a normal person to fall asleep. We need enormous pockets, pockets big enough for our families, and our friends, and even the people who aren’t on our lists, people we’ve never met but still want to protect. We need pockets for boroughs and for cities, a pocket that could hold the universe."

terça-feira, 4 de março de 2008

the green day


Esse negócio de "Parade" é bem um saco! A famosa Macy's Parade no Thanksgiving não foi nada demais e os novaiorquinos mostram o lado americano-bobo que insiste em existir em cada um deles. Mas vai ser na St. Patrick's Parade, no próximo dia 17 que quero ver o lado irlandês que vive em cada um de nós cada vez que pensamos numa cerveja (nem sempre gelada) a qualquer hora do dia ou da noite! A festa começa com uma missa na linda St. Patrick's Cathedral pra fazer bonito, e a parada vai da 44th Street com Fifth Avenue e segue norte na Fifth Avenue até 86th Street.
Tudo ao som de música celta e regado a cerveja, NA RUA !!!!!!!!! Isso já parecia impossível pra mim.
Aqui você encontra umas dicas do que fazer perto da parada, afinal, vai ser mais divertida que as outras pela bebida, mas ver aquele tanto de gente verde por mais de 2 horas não dá. Então se a sua prioridade é tomar umas, aqui tem dicas de irish pubs que não podem ficar fora da via sacra!
Para Guiness, peça 'a pint of the black stuff ' e aproveite!

woody allen and eddy davis new orleans jazz band


Enfim quando decidimos não pensar no preço da entrada para ver "Woody Allen and The Eddy Davis New Orleand Jazz Band" no Café Carlyle, aqui no Upper East Side, os ingressos estavam sold out.
Perdemos a coragem de garantir o da próxima semana, mas vale a dica para os
fãs conferirem o faz-tudo tocando clarinete no luxuoso hotel às segundas-feiras. (eu nem sou fã, mas seria no mínimo muito cool assistir isso!)
Ligue no 212-744-1600 e tente reservar o seu. Com antecedência e 100 doletas você tá
dentro!

real housewifes of new york city


Hoje começa na Bravo "Real Housewives of New York City". A história é a mesma. São todas milionárias e não têm que se preocupar com nada, a não ser atualizar o guarda roupa e assegurar que os filhos estão bem no francês, já que as ferias são no sul da França.
Uma bobagem só, mas se tratando de americanos que deixam de sair pra assistir American Idol, a nova série promete sucesso mostrando a nada real vida das donas de casa novaiorquinas.
Vai bonitona, lavar a roupa da família toda na lavanderia da esquina, subir os quatro andares das escadas tortas de Manhattan carregando a melancia e perceber depois de aberta que a manteiga é sem sal e o chocolate é sem açúcar e que você está ficando louca. E a pergunta que não quer calar: Como as amigas não donas de casa de Sex and The City tinham tanto tempo para tantos breakfasts, almocinhos e saidinhas? Oh Lord, me ensinem, please!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

audi ad

Vi essa propaganda da Audi no intervalo do Oscar e amei!
Pra quem adora The Godfather como eu!
(afinal de contas, a saga dos Corleone se passava na nossa iorque!)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

com que roupa eu vou?

Cinco novaiorquinos, entre eles o designer foda Karin Rashid e Stephin Merrit do Magnetic Fields, tentam explicar porque só usam a mesma cor de roupa.
E não é só uma blusinha ou outra, a bizarrice inclui até a sola do sapato.
Se não for TOC, então Roberto Carlos e Melvin Udall podem passar despercebidos na sala do psiquiatra.
Matéria da New York Magazine.
Vai entender...





domingo, 24 de fevereiro de 2008

and the oscar goes to...

Hoje eu estou naqueeela domingueira. Tanta coisa pra fazer nessa NY e eu aqui de bobeira? Trabalhei até cinco da manhã essa semana e hoje queria mesmo ficar sem fazer nada. Isso é um pouco impossível, lavei roupa, fiz faxina, arrumei armário, pedi comida chinesa (como é bom poder contar com ela), falei por horas no skype com a amiga querida, tomei banho escutando Beirut e fiquei prontinha pro tale do Oscar.

Eu assisto, sempre assisti. Quando era pequena eu e meu irmão escrevíamos as nominações e íamos completando conforme eles anunciavam pra quem iam as estatuetas. Minha mãe fazia o café e a pipoca era feita na pipoqueira mesmo. Uma panela torta que queria ter até hoje! Eu geralmente dormia antes de anunciarem "Dança com Lobos" como o melhor filme, mas acordava e ia correndo ler a nossa folha.

Esse é o meu primeiro Oscar cedo. Aqui são 8 da noite e eu esqueci a pipoca. Também daria tudo por umas passas com chocolate, mas não vou quebrar as regras do domingo sem colocar o pé na rua.

Já vi todas as celebs no red carpet com seus modelitos escolhidos a dedo (por Rachel Zoe, of course!) mas é vendo as revistas da semana que gosto de soltar a língua ferina! Viram a mulher horrorosa do gatón Daniel Day-Lewis? E a só dentes, Hilary Swank, o que é aquilo?
Mas teve também, claro, meu quirido Javier Bardem sem aquela cabeleira horrível e num terno foda dedicando em espanhol o prêmio de melhor ator coadjuvante para a mãe e os avós, a menina-má-Juno gracinha, a francesa linda Marion Cotillard em um, claro, Gaultier luxo, e a fofa Katherine Heigl com mãos e voz trêmulas.

A primeira indicação era a que mais me interessava. Alexandra Byrne (que também fez o primeiro Elizabeth, Hamlet e Finding Neverland) levou a estatueta de melhor figurino por "Elizabeth: The Golden Age" com razão, e adorei, já que ando estudando bastante a era elizabethana nas aulas. A figurinista tentou, mas não fugiu à regra de que toda figurinista é mal vestida. Espero eu virar uma exceção!!!

Umas das indicações que eu mais gosto já foram. Direção de arte, make up, animação, curta de animação e efeitos especiais. Sem grandes surpresas nessas categorias. Já nas outras, como assim Tilda Swinton tirou o Oscar de Cate Blanchett em "I'm not there"??? Acho que pelo susto nem ela entendeu.

As piadinhas continuam sem graça (com exceção da do bebê que foi pra Angelina), mais ainda com a greve bizarra dos roteiristas, mas a gente assiste mesmo assim. Nada como ouvir a musiquinha cortando o discursos dos ganhadores.
Estou sem inspiração para grandes palpites e no final das contas "Frankie my dear, I don't give a damn"!